Mercado de luxo vale a pela?

A News é uma forma de compartilhar meus devaneios e meu olhar técnico para além das reuniões virtuais com as clientes. E hoje, quero conversar sobre um tema que sempre aparece na minha mesa: o mercado de luxo. Bora lá?

Você já deve ter visto por aí no Instagram termos como “Premium”, “Arquitetura de Luxo”, “Ganhe tanto atendendo o mercado de luxo” e “Tenha uma imagem ALTO PADRÃO”. Mas, antes de se deixar levar por essas promessas, já parou para analisar o mercado de luxo de uma forma mais profunda?

O que é o Mercado de Luxo?

O mercado de luxo é voltado para um público com um comportamento muito específico. Isso significa que a comunicação e a entrega exigem uma estrutura robusta e um entendimento profundo desse nicho. Não dá para fingir que você faz parte desse meio sem realmente estar conectada a ele.

Clientes do mercado de luxo são altamente exigentes. Eles buscam experiências únicas, frequentam bons restaurantes e, como marca, você precisa ter uma conexão real com esse público. Caso contrário, a sua comunicação pode parecer forçada e isso é perceptível. Já viu aquelas pessoas que parecem uma vitrine de marcas, mas que nem sempre usam peças originais? O mesmo vale para a comunicação no Instagram. Quando não é autêntica, fica feio.

Classe média no Brasil

O mercado de luxo é silencioso, tranquilo, exigente e detalhista. É um público ávido por cultura e arte. Mas, por outro lado, a classe média no Brasil só cresce. Uma pesquisa da Tendências Consultoria mostra que, pela primeira vez desde 2015, mais da metade da população brasileira se encontra na classe C ou em estratos superiores. Isso é um sinal de recuperação econômica!

De acordo com o estudo, 50,1% dos brasileiros agora pertencem às classes A, B ou C, com a classe C representando 31% da população. Essa faixa, considerada classe média baixa, compreende famílias com renda mensal entre R$ 3.400 e R$ 8.100. (Fonte: CNN)

Só para você entender:

Classe A: renda total do domicílio superior a R$ 24,8 mil, situação de 3,9% dos lares brasileiros

Classe B: renda domiciliar entre R$ 8 mil e R$ 24,8 mil, caso de 15% das residências

Classe C: entre R$ 3,3 mil e R$ 8 mil (31,2% dos lares) classe D/E: até R$ 3,3 mil (49,9% dos lares).

Diante dos dados acima, eu gostaria de aproveitar para te dizer que decidir o público que você quer atender tem muito mais a ver com o que você realmente se conecta do que com uma perspectiva de lucro alto momentâneo. Será que você não sente prazer em fazer projetos menores e mais acessíveis? Será que não dá para diversificar suas entregas e encontrar formas de lucro além dos projetos?

Não tem nada de errado em focar em outros públicos que não sejam a “nata da nata". Afinal, se você parar para refletir, a classe A corresponde a apenas 4% da população brasileira. E será que você está realmente preparada para atender esse público?

Um xêro e até a próxima News! 🧡