Segundo o Panorama da Hotelaria Brasileira 2026, são R$ 13,6 bilhões em investimentos em 178 empreendimentos e mais de 26 mil novas unidades até 2030. Dois terços desse volume estão em cidades do interior, no litoral e em regiões metropolitanas não em São Paulo, não no Rio.

Isso importa muito para arquitetas. Porque a narrativa que a maioria carrega é: as grandes oportunidades de arquitetura comercial e de hospitalidade estão nos grandes centros. Os clientes sofisticados, os projetos com budget, as redes que pagam bem. E essa narrativa cria um beco sem saída para quem está em cidades menores ou para quem está em capitais mas não consegue acessar os projetos de grande porte.

Encuentro Guadalupe, El Porvenir por Manual Moreno

Os dados dizem o contrário. O mercado hoteleiro está se expandindo justamente para as cidades onde a concorrência entre arquitetas especializadas em hospitalidade ainda é baixa. Onde há demanda por identidade local, experiência espacial e padrão de rede e onde esse conjunto de competências é raro. Quem chegar primeiro com o posicionamento certo vai encontrar um campo aberto.

E não precisa começar com um hotel de 200 quartos. A porta de entrada é qualquer projeto com lógica de hospitalidade: uma pousada boutique, um apartamento de temporada, um espaço de eventos com proposta de marca. O que importa é construir o raciocínio de que o espaço é parte do produto e documentar isso de um jeito que o próximo cliente entenda antes de entrar em contato.

O mercado de hospitalidade remunera diferente porque o cliente entende diferente. Um dono de pousada que está abrindo no interior não quer só um espaço bonito: quer que o espaço venda experiência, gere recomendação orgânica, sustente a precificação. Quando você consegue articular o seu trabalho nesses termos, a conversa sobre honorários muda completamente.

Você já fez algum projeto com lógica de hospitalidade, mesmo que não tenha sido chamado de hotel e nunca pensou em usá-lo como porta de entrada para esse mercado?
Uma casa de temporada bem documentada, um espaço de eventos com identidade, uma área de recepção de escritório projetada para impressionar: todos esses projetos ensinam o mesmo raciocínio que o mercado hoteleiro valoriza.

Se você mora ou atende clientes em cidades fora das capitais, como você está se posicionando para capturar essa expansão hoteleira que está acontecendo agora?
Dois terços do investimento hoteleiro brasileiro está no interior. Mas a maioria das arquitetas com especialização em hospitalidade ainda está concentrada nos grandes centros. Essa distância é uma janela.

O que impede você de se apresentar hoje como especialista em arquitetura de hospitalidade, mesmo que você não tenha um portfólio de hotéis?
Na maioria dos casos, não é falta de projeto. É falta de narrativa. Um projeto com a história certa vale mais do que dez projetos sem história nenhuma.

Estou aqui para apoiar vocês nessa jornada. Se precisar de ajuda para alinhar suas ideias e estratégias, não hesite em me procurar.

Um xêro e até a próxima News 🧡

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